COLUNA – Demitir Miguel Angel é fazer mais do mesmo

O início do Inter na temporada de 2021 não é o dos sonhos. Longe disso. O time está errando bastante. Está perdendo ou empatando jogos absolutamente vencíveis. A primeira frustração de perda de título já ocorreu, com o Gauchão. Apesar de tudo isso, ainda não vejo que é a hora de demitir Miguel Angel Ramirez, como grande partida da torcida – e também colegas de imprensa – pensam ser o correto. 

Ramirez está longe de ser o técnico dos meus sonhos para a casamata vermelha. Porém, a direção de futebol está convicta que ele é o que melhor representa o projeto. Não à toa, seu contrato é de dois anos. Ramirez conta com respaldo da diretoria para seguir testando.

Porém, é preciso entender que tempo é sinônimo de insegurança. Sei que demitindo o espanhol o Inter pode recomeçar seu projeto e sei que uma “chacoalhada” pode auxiliar. Também tenho dimensão que manter Ramirez é seguir apostando no que está dando errado. Apesar de tudo isso, considero dois meses um prazo extremamente curto para avaliar definitivamente um trabalho. 

Isso significa que a paciência tem que ser maior do que já está sendo? Também acho que não. Não gosto de ser direto em relação a prazos, mas, basicamente, Ramirez precisa começar a entregar resultados. E, para isso, precisa deixar de acreditar cegamente em suas convicções. 

O técnico precisa entender que nem todas as peças formam o seu tabuleiro de xadrez. Ele não possui jogadores suficientes para seu estilo de jogo. E esse é o grande X da questão. Ramirez precisa perceber que o estilo não encaixou. Não deu liga. E mudar é preciso. 

O Inter tem bom elenco. Tem boas peças. Mas precisa render mais. Ainda vejo em Ramirez possibilidade de crescimento. Mas é preciso ir adiante. E mudar o que está errado. 

Tiago Nunes e o acerto incrível  

O Grêmio alcançou o tetracampeonato gaúcho. Hegemonia que não ocorria desde 1988. Hoje, o tricolor sobra no Estado. 

Tiago Nunes, inteligentemente, percebeu que era importante manter pontos do trabalho de Renato. Não havia necessidade de uma ruptura total. E isso está fazendo a diferença. 

Com Tiago, o time cresceu. O início avassalador é a prova. E melhores coisas ainda estão por vir. 

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