COLUNA – 5×4 e 1×0 são iguais?

5×4 e 1×0 são iguais?  

No futebol, o saldo de gols é composto pela matemática simples. A diferença de gols idêntica pode ocorrer de diversas formas. Mas o igual pode ser diferente. Parece confuso, não? Mas vou tentar explicar, tomando como base Miguel Angel Ramirez e o seu Inter de 2021.

Muitas vezes, o técnico colorado diz que prefere levar gols e jogar de forma ofensiva. E isso é muito claro quando se percebe que o time mantém suas convicções independente das situações no decorrer da partida.

Contra o Olímpia, a vitória por 6×1 ficou marcada pelo apetite ofensivo e por algumas falhas defensivas. A saída de bola com o goleiro continua ocorrendo. E a troca de passes desde o campo defensivo é uma marca que se apresenta.

Mas, esse 6×1 foi igual a um 5×0 por exemplo? Na minha visão, não. O saldo de gols pode ser o mesmo. Mas o número de gols marcados também é fundamental em competições. É um critério de desempate valioso. 

Sem contar o prazer de ver um jogo de futebol ofensivo. Com gols. Com volume de jogo. O Internacional, hoje, é um time que ataca. Que joga forte e firme para frente. E isso é um deleite para o bom apreciador de futebol.

As derrapadas defensivas seguem ocorrendo, mas é importante frisar que o time já começa a entender o novo sistema de jogo. As peças já estão começando a se colocar de forma diferente. 

Vencer sempre é bom. Vencer jogando bem é melhor ainda. Entre o 1×0 modorrento, com o time na retranca e achando um gol, e o 5×4, com volume de ambos os lados, sou mais o 5×4. E louvo as ideias de Ramirez. 

Futebol ofensivo é mais divertido. É mais intenso. É mais interessante. Que a torcida tenha paciência para perdoar erros. E comemorar os acertos. 

Robson: dois anos que não voltarão 

Tal qual Pixote, filme brasileiro, o mais fraco sofre. O motorista Robson ficou preso dois anos na Rússia por obedecer a um patrão. Fernando, ex-volante do Grêmio, pediu que seu motorista levasse medicamentos para o país. Tais medicamentos eram proibidos por lá. E Robson foi detido e ficou por lá dois anos. 

Graças a ampla divulgação do caso na imprensa e a atuação do governo federal, Robson pôde voltar ao Brasil. Começará novamente sua vida.

Mas e os dois anos perdidos? Fernando, o grande fator de toda essa tragédia na vida de Robson, está feliz da vida. Ganhando rios de dinheiro na China. Sua vida não mudou nada. Só cresceu. Já Robson terá um trauma que jamais será esquecido. E nunca será pago. Mesmo que várias indenizações ocorram. 

O tempo não volta. No mundo dos injustiçados, mais um fraco ficou para trás. Graças a sorte e a benção divina, ele está em solo brasileiro agora. Fica aqui uma reflexão. Quantos não enfrentam a mesma situação em nosso falho sistema de justiça? Se no exterior isso ocorre, nessa terra Tupiniquim então…

Que Robson recomece sua vida e tenha amor e alegria a partir de agora. Ele merece. Todos os injustiçados merecem a plena felicidade.

Tiago Nunes com pé direito 

O Grêmio de Tiago Nunes está empolgando. Brilha em vários momentos. Enquanto escrevo esta coluna, faz 7×0 pela Copa Sul-Americana. Pena que pelo tempo limite, não possa esperar o final do jogo. 

Mas vale destacar que o início de Tiago é promissor. Alguns problemas ajustados. Novo ritmo de jogo. Peças importantes se encaixando. Vai dar caldo? Por enquanto, os temperos estão bem colocados. 

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