Novo Hamburgo – Albano Hartz recebe Exposição Ser Gente, em homenagem a Grande Othelo

Postado por Ari Schneider  /   novembro 21, 2019  /   Postado em Geral  /   Nenhum comentário

Trajetória do artista estará representada em um compilado de obras

Primeiro negro astro de cinema no Brasil, Grande Othelo faleceu em 1993 – Crédito: Divulgação.

Desde a última quarta-feira, 20 de novembro, dia da consciência negra, a Pinacoteca do Espaço Cultural Albano Hartz (Calçadão Oswaldo Cruz, 112 – Centro, Novo Hamburgo/RS) recebe a Exposição Ser Gente – Grande Othelo. A exposição traz um compilado de obras de Sebastião Bernardes de Souza Prata (1915-1993), mostrando suas múltiplas formas de expressão artísticas e trazendo um pouco da trajetória do artista para entendermos parte de quem foi Grande Othelo e sua importância na cultura brasileira.

Ao longo da exposição, que estará aberta ao público em geral e de forma gratuita até 19 de janeiro de 2020, de segundas as sextas, das 9h às 18h, e sábados das 12h às 18h, será realizada uma mostra de filmes na Casa das Artes. Othelo rompeu barreiras ao se tornar o primeiro negro astro de cinema no Brasil, ainda na década de 1940.

Sua trajetória na sétima arte, com incríveis cento e dezoito filmes no currículo, atravessa as várias fases do cinema brasileiro, desde as chanchadas da Atlântida, onde formou uma dupla de humor imbatível com Oscarito, passando pelo Cinema Novo em clássicos da produção nacional como “Rio Zona Norte” (1957) e “Macunaíma” (1969), ao experimental em filmes como “Exú-Piá: Coração de Macunaíma” (1987).

Grande Othelo tem atuações de destaque em outras áreas da cultura, como o teatro, onde atuou em inúmeras apresentações, com diversos diretores, entre eles, Walter Pinto, Carlos Machado e Chico Anysio. Entre suas peças, destacam-se: “Um Milhão de Mulheres” (1947), “Muié Macho, Sim Sinhô” (1950), “Banzo Aiê” (1956) e “O Homem de La Mancha” (1973).

Outra área na qual Grande Othelo obteve grande destaque foi a música, em composições como “Maria Bonita” (1940), e em parceria com Herivelto Martins, quando escreveram sambas consagrados, como “Praça Onze” (1941), em que lamenta o fim da praça berço do samba carioca, e “Desperta Brasil” (1942), canção defendendo o alinhamento brasileiro com os aliados durante a Segunda Guerra Mundial.

Na TV, foi produtor e apresentador do programa “Os Astros”, na TVE do Rio de Janeiro, em 1980, além das novelas “Feijão Maravilha” (1979) e “Sinhá Moça” (1986), do humorístico “Escolinha do Professor Raimundo” (1990/1993) e a novela “Renascer” (1993), todas na Rede Globo.

Postar um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*

16 + 1 =

  • Telefones:

    (51) 3595-0777

    (51) 9 9700-8677 (WhatsApp)