Jair Bolsonaro realiza ato de lançamento do Aliança pelo Brasil

Postado por Ari Schneider  /   novembro 21, 2019  /   Postado em Geral  /   Nenhum comentário

Presidente foi recebido aos gritos de “mito” na 1ª Convenção Nacional da sigla em Brasília

Lançamento do Aliança pelo Brasil ocorreu nesta manhã em Brasília – Crédito: Reprodução Facebook.

RENAN SILVA NEVES

O presidente Jair Bolsonaro protagonizou no final da manhã desta quinta-feira (21), em Brasília, a 1ª Convenção Nacional do Aliança pelo Brasil (APB). O lançamento oficial da nova legenda, que ainda se encontra em fase de criação, contou com a presença de diversos apoiadores esposa do presidente, Michelle Bolsonaro, e do empresário Luciano Hang. O presidente da República foi recebido pelos presentes sob os gritos de “mito”.  O objetivo é que o Aliança já esteja apto para disputar as eleições 2020.

Em discurso de aproximadamente 40 minutos, Bolsonaro anunciou as bases do partido. Os princípios norteadores serão o respeito a Deus, o combate à ideologia de gênero e a defesa da vida. O presidente ainda relembrou sua trajetória na campanha das eleições de 2018 e citou as metas do atual governo.

Em relação ao Aliança pelo Brasil, Bolsonaro disse que a sigla será diferente das já existentes. “O partido nasce hoje, após coleta de assinaturas, vislumbrando uma data para que isso venha a ser concluído. Até lá vamos ter uma gama de nomes para escolhermos quem serão as lideranças. Faremos uma seleção realmente de pessoas que estejam comprometidas com o futuro do Brasil. Não é quem chegar na frente, não. Aqui não vai ter essa de ter o comando do partido para negociar legenda”, afirmou.  Bolsonaro afirmou que o governo não vai participar da criação do partido e que nenhum ministro vai integrar a nova legenda.

O APB ainda não tem previsão de sair do papel. São necessárias 500 mil assinaturas, em pelo menos nove Estados, para que a criação de uma agremiação comece a ser analisada pelo TSE.

 

Saída do PSL

No discurso, Bolsonaro falou sobre a desfiliação do PSL, agradecendo a sigla. “É um partido pequeno, que num primeiro momento foi uma união maravilhosa. Lamentavelmente, alguns passaram a entender que o partido é deles mesmos e chegaram aqui no Palácio do Planalto para que seus objetivos fossem atingidos”, citou.

Após citar o racha do partido, Bolsonaro fez criticas ao governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel (PSL), a quem vem acusando de manipular as investigações do caso do assassinato da vereadora carioca Marielle Franco. O presidente afirmou que a sua vida “virou um inferno” desde a eleição do seu ex-aliado no solo fluminense. De acordo com ele, Witzel tem obsessão de ser presidente e quer destruir a reputação da família Boslonaro. “Se tivesse mesmo planejado (o assassinato), ia receber os assassinos na minha casa a noite? Só um imbecil pra pensar dessa maneira”, declarou.

 

Formação do novo partido

O processo de formação de um novo partido tem início na primeira convenção. Nela, um requerimento de criação do partido deverá ser assinado por pelo menos 101 fundadores com direitos políticos em dia. Em seguida, com esse documento, será pedido no cartório o registro do futuro partido para que a sigla ganhe um número de Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ) e possa funcionar regularmente como pessoa jurídica.

Finalizado o registro no cartório, o partido em formação tem até cem dias para informar ao TSE a criação. Depois, haverá prazo de dois anos para apresentar as assinaturas. São necessárias pelo menos 491.967 assinaturas. O processo de coleta tradicional, por meio de fichas ou formulários, costuma ser lento porque as assinaturas precisam ser checadas e validadas pelos cartórios eleitorais.

O objetivo de Jair Bolsonaro é ter o partido apto a disputar as eleições municipais do ano que vem, mas, para isso, a legenda precisa ser criada até abril do ano que vem (seis meses antes das eleições). Para agilizar a coleta das assinaturas, o novo partido quer conseguir autorização na Justiça Eleitoral para coletar as assinaturas por meio eletrônico. Atualmente, a legislação não prevê essa possibilidade. Bolsonaro disse que aguarda posicionamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre o assunto.

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