Exatus Contabilidade inaugura nova sede em Estância Velha

Postado por Ari Schneider  /   novembro 30, 2018  /   Postado em @destaque-foto  /   Nenhum comentário

O Jornal RS entrevistou o diretor da empresa, Gilberto Müller

São cinco andares e 1.800m² de um espaço planejado com todos os recursos tecnológicos necessários para que colaboradores, visitantes e clientes se sintam em casa. Assim é a mais nova sede da Exatus Contabilidade, inaugurada na última terça-feira, dia 27, no bairro União, em Estância Velha. Às vésperas de completar 30 anos de existência, a empresa conta com 80 colaboradores e cerca de 600 clientes.

O diretor e fundador da Exatus, Gilberto Müller, concedeu entrevista exclusiva ao Jornal RS. Ele contou sobre desafios desta caminhada de 30 anos de sucesso no ramo, além dos planos a partir de agora, com a inauguração da nova sede. Confira:

Qual foi tua motivação lá no início desse projeto? Conte um pouco da história pra gente.

“Eu venho de uma família muito humilde, éramos quatro filhos de um pai metalúrgico e de uma mãe do lar. Eu era muito pequeno e sempre ficava incomodado com o fato de que sempre havia a preocupação de não deixar as coisas faltarem em casa. Nunca passamos fome, nenhuma dificuldade maior, não. Mas era tudo muito controlado. Nata, por exemplo, a gente só podia comer no final de semana. E não podia passar muito no pão, era uma camadinha fina. Essa história não tem nada a ver com o projeto, mas isso é algo que me fazia refletir desde muito cedo. Com quatorze anos eu ingressei no mercado de trabalho, pra poder ajudar. Mas era muito difícil, as pessoas não davam oportunidade. Até por isso, hoje eu dou muitas oportunidades aqui. Mas consegui, depois de procurar bastante, meu primeiro emprego, em um curtume, passando cola. E foi horrível. Mas é assim que começa minha história. Foi a necessidade que me fez almejar o “algo a mais”. Comecei a trabalhar, mas não deixei de estudar. Saía do serviço, comia um pãozinho e ia pra escola. Tudo de bicicleta. Até que fiz um concurso no Sul Brasileiro, e passei. Mas o problema é que eu era menor de idade, tinha 17 anos e não podia trabalhar lá. Mas tudo na vida é proximidade e relacionamento. Dentro do Sul Brasileiro tinha um primo meu. Ele me ofereceu uma vaga lá dentro, como office-boy. Bom, de passar cola para fazer entregas de bicicleta já era um grande avanço. Aos 18 anos, fui promovido lá dentro, sempre trabalhando direitinho. Até que fui trabalhar na Prefeitura, no setor de liberação de alvarás. E eu tinha a motivação de sempre atender o contribuinte da melhor maneira possível, e logo. Esse meu jeito conquistou uma pessoa, o seu Ivo Jacinto Baumgaertner. Ele insistia muito pra que eu cuidasse da contabilidade dele, mas eu resistia, por ser apenas um estudante. Após muita insistência, eu comprei a ideia. Ele foi então o meu primeiro cliente. Depois de cinco ou seis meses trabalhando pra ele, surgiu outro cliente. Isso porque quando tu faz um bom trabalho, as pessoas comentam. O seu Ivo comentou com um vizinho, o seu Pedro. Lembro até hoje da reunião com ele, após o horário de expediente, numa noite de inverno, muito fria. Fui de bicicleta, chovia muito. Dava vontade de jogar tudo no mato e voltar correndo pra passar cola. Mas não desisti. Durante sete anos eu fui captando clientes, enquanto trabalhava também em outro lugar. Saía às 17h do expediente, pegava os documentos com os clientes e trabalhava em casa até tarde. Foi assim que começou.”

Quando que esse projeto passou a ser a tua fonte de renda principal e a Exatus surgiu?

“No início, eu trabalhava na casa da minha mãe. Depois eu casei e montei um escritório, pequeno, dentro da minha casa. Mas eu atendia a domicílio, raramente o cliente ia até a minha casa. Fique de dez a doze anos trabalhando assim. Foi quando cheguei ao ponto de ter 100 clientes, foi onde eu percebi que já não dava mais conta. Tinha uma outra pessoa que trabalhava comigo e ela me provocou muito para abrirmos um negócio juntos. Infelizmente, não deu certo. Nós pensávamos muito diferente. Mas acontece que o terreno aqui estava comprado. Então fiz a primeira base, de 200 metros, e comecei a trabalhar com a Exatus. Saí do emprego que até então era o principal e passei a me dedicar à minha empresa. Desde o início, trabalhamos muito forte com o planejamento a longo prazo. Já na época, gastamos bastante na estrutura do prédio pra que, mais tarde, suportasse até cinco andares. E foi crescendo aos poucos. Principalmente porque a gente sempre trabalhamos com muito carinho pelos nossos clientes, com uma energia diferente. Todo ano a gente capta novos clientes. Até hoje, por exemplo, o seu Ivo indica clientes pra gente. O serviço é muito por indicação. E assim chegamos hoje a quase 30 anos de empresa.”

O que esse prédio totalmente modernizado significa pra ti?

“Isso me emociona muito. Ele é uma criança que cresceu. Esse prédio foi construído sendo pensado em cada detalhe. E ele representa prosperidade. Algo no qual se enxerga uma continuidade possível. Até porque tenho meus filhos, o Gabriel está cursando contabilidade e já trabalha aqui comigo, inclusive. E a gente tem uma ideia de cooperar, ajudar as pessoas. Queremos abrir as portas. Aí entra a ideia o “Müller Centro Empresarial”, onde buscaremos ter outras empresas de serviços aqui, junto da Exatus. Teremos salas pra alugar. Logo teremos um auditório, que estará disponível pra locação. Queremos criar um espaço por horas também, com atrativos pra nova geração.”

Qual o diferencial da Exatus e por que as pessoas devem conhecer o Müller Centro Empresarial?

“Agradeço a oportunidade estar apresentando esse nosso projeto. A gente quer que o cliente que se identifica com a nossa filosofia, com a nossa cultura de fazer bem feito, de ter preocupação com o cliente. Queremos clientes interessados em saber os números, saber o quanto está gastando, o quanto está faturando. Queremos pessoas que buscam ser melhores sempre, porque esse é o nosso jeito. O empresário brasileiro é muito criativo. Tendo a disciplina certa, alçar voos cada vez maiores é uma questão de consequência. Estamos muito felizes e as nossas portas estão abertas.”

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