Parceria oferece oficinas do PDMI a jovens da Case

Postado por Ari Schneider  /   setembro 27, 2018  /   Postado em Geral  /   Nenhum comentário

O Centro de Atendimento Socioeducativo de Novo Hamburgo pertence à Fase

Uma parceria entre a Prefeitura Municipal e a Universidade Feevale está levando oficinas do Programa de Desenvolvimento Municipal Integrado aos jovens da Case, que pertence à Fundação de Atendimento Socioeducativo. Capoeira e hip hop são oferecidas por meio da Secretaria de Esporte e Lazer àqueles que desejarem realizar as atividades e que tenham destaque por bom comportamento na instituição.

Segundo o secretário de Esporte e Lazer, Jorginho Schmidt, essa parceria é inédita no Estado. “Não tenho conhecimento de programas de prevenção à violência através do esporte e por meio de prefeituras hoje no Rio Grande do Sul”, afirmou ele, que anunciou para os próximos dias uma quadra de vôlei de areia para os internos, em visita nesta semana ao local.

Conforme a diretora da Case, Claudia Redin Patel, a melhor forma de evitar que os jovens voltem a cometer delitos é proporcionar cada vez mais meios para que aprendam uma profissão e tenham um bom convívio em sociedade. “Temos um ritmo intenso de atividades aqui e essas atividades são muito importantes para o desenvolvimento deles”, disse ela, enquanto observava a aula do instrutor de capoeira Ailson Silveira, que ensinava a didática dos movimentos da capoeira a nove internos.

Um deles, S. de 18 anos, está pela terceira vez no Case e aproveita as oficinas oferecidas. “A primeira vez que estive aqui eu tinha 15 anos. Era uma criança. Perdi meu pai aos 4 anos e minha mãe era viciada. Meu avô me criou como pode, mas quando encontrei dificuldades para comprar as coisas que eu queria, comecei a roubar. Assim vim parar aqui por três vezes. Agora falta pouco pra sair. Quero ter uma profissão, quero aprender tudo o que posso. Tenho minha namorada, minha casa onde posso passar os finais de semana e pretendo ter uma vida digna. Estou na oficina de hip hop e quero saber sobre grafite. Espero que a sociedade me acolha, pois serei um trabalhador para manter minha família”, contou ele, que saiu cantando a letra de uma música que ele mesmo compôs: “a rua tá a maior loucura, e eu nesse castigo…”.

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