Vereadores ouvem o Executivo sobre projeto do Espaço Cultural

Postado por Ari Schneider  /   setembro 21, 2018  /   Postado em Geral  /   Nenhum comentário

Sete dos nove vereadores que atenderam ao chamado da prefeita Ivete Grade para falar sobre o projeto de lei

Na tarde de segunda-feira, dia 17, os vereadores Valdeci de Vargas, Lotário Seevald, Euclides Tisian, Carlos Dietrich, Carlos Bone, Márcia Ribeiro e Veridiana Monteiro ouviram as explanações da prefeita, dos secretários de Planejamento, Carlos Weber; da Fazenda, Vanessa Eltz; da Educação; Marly Arigony; da chefe do departamento de Captação de Recursos, Cristiane Noé; e do Procurador do Município, Leonardo Macedo, a respeito do projeto de lei que envolve o Espaço Cultural. Acompanharam a reunião ainda a coordenadora pedagógica Carla Isabel Weber e a agente administrativa Inês da Silva.

O objetivo do encontro foi explicar aos edis da necessidade urgente de um novo espaço para a cultura estanciense e dos benefícios que a proposta do projeto de lei trará como legado para as próximas gerações.

A reunião começou com um vídeo de oficinas que são desenvolvidas no Espaço Cultural. Ainda pelas imagens foram mostradas ações implementadas nos pavilhões que hoje são o foco da negociação, em um período em que o Espaço Cultural esteve sediado naquele local, como área locada. Por fim, foram apresentados registros da precariedade do prédio atual, com falta de estrutura e espaço para o desenvolvimento e ampliação dos projetos culturais da cidade.

O projeto de lei que tramita na Câmara autoriza o pagamento de indenização em razão de desapropriação, por meio de permuta de imóveis, permitindo ao Executivo ceder a área onde está localizado hoje o Espaço Cultural, na rua São Pedro, no Centro, em troca de outra, na rua Fagundes Varella, também no centro – local que já abrigou o Espaço Cultural no passado -, maior e com infraestrutura adequada, permitindo a instalação de um Complexo Cultural na cidade.

A reunião foi aberta pelo procurador do Município, explicando o propósito do encontro. Depois do vídeo com imagens de oficinas, a secretária Marly apresentou imagens do eventos realizados no prédio da Fagundes Varela, quando o Espaço Cultural esteve instalado lá. Marly argumentou que os pavilhões estão prontos para erem usados, sem a necessidade de qualquer investimento em reforma ou construção, o que, para o Executivo, é fundamental neste momento. Além disso, ela destacou a funcionalidade do espaço, apresentando imagens de eventos realizados lá, como feira do livro, formaturas, formação continuada, atividades para idosos, entre outras.

Por outro lado, mostrou também o estado precário do atual espaço. “Hoje os problemas estão não só na falta de estrutura, mas também na falta de espaço em si, sem contar que este prédio não suporta mais reformas. Precisamos de uma área funcional para a cultura, uma vez que este prédio atual tem uma validade. O espaço cultural ficará aberto somente até dezembro pois o prédio não tem mais condições. É possível que em 2019 não tenhamos onde atender os alunos. Não há como mexer mais neste prédio, e hoje não temos condições financeiras de construir um novo espaço do zero”, explicou a secretária.

A prefeita lembrou que no caso da troca proposta, o Município receberia além dos dois pavilhões, um terreno, que permitiria construir lá uma nova sede para a Biblioteca Pública Municipal. “Nós encaminhamos projeto que já está no Ministério da Cultura, para angariar fundos para esta construção”, lembrou a prefeita, que concluiu: “construir agora seria inviável financeiramente. Ao efetivarmos esta troca, teríamos um espaço amplo pronto para ser usado imediatamente, sem custos com construção ou reforma”.

Cristiane Noé relatou que a instalação de um complexo cultural é necessária e urgente, especialmente para criar espaço e mecanismos de resgate cultural histórico que estão se perdendo. “Nós não temos mais museu. Não temos mais um espaço que conte a nossa história e de nossas origens”, relatou.

O vereador Valdeci de Vargas disse que visitou o prédio atual do Espaço Cultural e constatou a sua precariedade. O secretário Carlos Weber esclareceu vários pontos sobre o projeto. “Sobre a localização do terreno, havia uma polêmica alegando que a frente deste seria na avenida Sete de Setembro, mas não é. A matrícula do imóvel aponta como frente a rua São Pedro. Ele também defendeu a lisura do trabalho dos servidores que fizeram a avaliação do imóvel. “São servidores concursados e não avaliaram levando em consideração questões político-partidárias e sim, questões técnicas relevantes e usuais para todos os cidadãos, sem exceção”, explicou.

Weber ainda lembrou que, nesta negociação, o Município pagaria pelo prédio recebido, um valor bem menor do que o valor que receberia pela área da rua São Pedro, o que permite que na troca a área recebida pelo Município seja bem maior do que a área onde hoje está o Espaço Cultural.

Por fim, a prefeita pediu que os vereadores refletissem sobre o projeto sem a visão político-partidária, mas como uma proposta que busca deixar um legado para a cultura do Município, independente de idade, de classe social, de partido político ou o que quer que seja. “Nós queremos que vocês votem o projeto avaliando como um propósito comum que vai beneficiar a toda a comunidade”, finalizou.

Hoje, o Espaço Cultural está localizado na rua São Pedro, no centro, e oferece 20 oficinas, de forma democrática e gratuita, em contraturno, para cerca de mil crianças, inscritas até o mês de julho, com idades a partir de 6 anos até adolescentes. As oficinas ocorrem de segunda a quinta-feira, das 7h30 às 20h e nas sextas-feiras, das 7h30 às 17h. Entre as atividades desenvolvidas no Espaço Cultural, estão as oficinas de capoeira, experimentos em arte, violão, violão clássico, flauta, gaita de boca (harmonia diatônica), cinema, acordeon, teclado, malabares, teatro, banda Um Tom, bateria, violino, desenho e pintura, balé, dança contemporânea, dança alemã e gaúcha, e jogos folclóricos.

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