Jornada do Hospital Regina buscou a sensibilização pela doação de órgãos

Postado por Ari Schneider  /   setembro 21, 2018  /   Postado em Geral  /   Nenhum comentário

Para ser um doador de órgãos, basta conversar com sua família e deixar claro seu desejo

“A doação é o maior ato de solidariedade que alguém pode ter. Eu sei que hoje ele vive em outras pessoas”. Foi com essa frase que Adriana Veloso, mãe do doador Vitor Caetano, encerrou a 1ª Jornada da Comissão Intra-hospitalar de Doação de órgãos e Tecidos para Transplantes. Ela foi uma das participantes do evento promovido pelo Hospital Regina na quinta-feira, dia 13, que buscou a conscientização no mês de incentivo à doação de órgãos.

O encontro iniciou com um bate-papo sobre superação, dúvidas e certezas sobre o transplante, pela perspectiva da receptora de pulmão Anália Goreti da Silva. Ela falou sobre a transformação positiva que o transplante trouxe para sua vida. Os participantes também puderam conferir os parâmetros da doação de órgãos no Brasil e o que pode ser melhorado, com a médica coordenadora da Organização de Procura por Órgãos, Fernanda Bonow.

A primeira conversa da tarde foi um dos momentos mais esperados. Uma palestra com o cirurgião Torácico José de Jesus Peixoto Camargo, pioneiro e referência em transplante pulmonar. O médico abordou casos acompanhados por ele e explanou sobre a importância do gesto de doar e a revolução que ele causa em tantas pessoas que aguardam por um transplante.

Durante o encontro, a equipe da CIHDOTT, que esteve presente nas doações que ocorreram no Hospital em 2018, explicou e esclareceu dúvidas sobre este processo. “Nós da CIHDOTT agradecemos todas as famílias envolvidas nestes processos de doação, pois elas são fundamentais para que ele ocorra. A Jornada foi realizada pensando muito mais na sensibilização da sociedade do que na questão técnica”, salientou a enfermeira Magna Birk, integrante da Comissão.

Para encerrar o encontro, Adriana Veloso, mãe do doador Victor Caetano, emocionou os presentes ao abordar a sua demonstração de amor incondicional, quando autorizou a doação dos órgãos do filho. Para Adriana, este é um dos maiores atos de solidariedade. “A missão dele aqui foi ajudar as pessoas. A mensagem que eu deixo é: se coloquem no lugar do outro, tenham empatia. A doação é a maior demonstração de amor que existe”, finalizou.

Não é necessário nenhum tipo de autorização formal para ser um doador de órgãos. Pessoas de qualquer idade podem ser potenciais doadores. Uma única pessoa pode ajudar até oito que aguardam na fila por um transplante.

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