Editorial: Estados Unidos deixam o Conselho de Direitos Humanos da ONU

Postado por Ari Schneider  /   junho 24, 2018  /   Postado em Geral  /   Nenhum comentário

Na noite de terça-feira, 19 de junho, os Estados Unidos oficializaram sua saída do Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU).

O anúncio foi feito pela embaixadora dos EUA para a ONU, Nikki Haley, após duras críticas do Conselho à política americana de “tolerância zero” contra a imigração na fronteira com o México. Iniciada a cerca de seis semanas, a política americana já resultou na separação de ao menos 2 mil crianças de suas famílias.

Haley afirmou que a decisão de deixar o Conselho foi tomada “depois de nenhum outro país demonstrar coragem para se juntar a nossa briga para reformar esse órgão hipócrita”. E completou: “Quero deixar bem claro que este passo não é um recuo nos nossos compromissos relativos aos direitos humanos”.

A saída dos EUA não é surpresa. Historicamente, a relação entre o órgão e administrações americanas sempre foi conturbada, tendo os EUA boicotado o Conselho por 3 anos durante o último governo Bush. Após um período de relativa harmonia na gestão Obama, os atritos voltaram a aumentar na administração Trump.

Em março deste ano, Haley acusou o Conselho de Direitos Humanos de ser “anti-Israel” após o órgão adotar cinco resoluções contra o Estado Israelita em represália a violações de direitos humanos perpetradas contra o povo palestino. No dia 18, o alto comissário da ONU, Zeid Ra’ad Al Hussein, classificou as ações americanas em face do México de “inadmissíveis”.

A decisão dos EUA em deixar o Conselho é coerente com sua política recente da “América em 1º lugar”. Desde que assumiu o cargo, Trump já abandonou o acordo de Paris, sobre mudanças climáticas, e o acordo nuclear com o Irã.

O Conselho de Direitos Humanos foi criado em 2006 e essa é a primeira vez que um país anuncia sua saída do quadro de membros. Porque será? Enquanto a esquerda estiver governando e dando as cartas, este é o conselho para outros países seguirem o conselho dos Estados Unidos.

Está na hora de desembarcar da ONU Brasil.

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