Gasolina ‘paga o pato’ do diesel congelado. Petrobras anuncia reajuste

Postado por Ari Schneider  /   junho 03, 2018  /   Postado em Geral  /   Nenhum comentário

Apesar das reduções do preço do diesel, gasolina continua a subir

Petrobras reajustou a gasolina em 0,74% no dia 31/05

Preço do combustível aumentou 0,74% nas refinarias nesta quinta-feira (31). Congelado por 60 dias, preço médio do litro do diesel permanece em R$ 2,1016. Em maio, o preço do combustível nas refinarias da Petrobras acumula alta de 9,42%, já que em 28 de abril o litro custava R$ 1,7977.

Congelado por 60 dias, o preço médio nacional do litro do diesel permanece em R$ 2,1016. Depois desse prazo, o reajuste será mensal. Para tentar pôr fim à greve dos caminhoneiros, o presidente Michel Temer anunciou, na noite do último domingo (27), além do congelamento do diesel, a redução em R$ 0,46 do seu valor, com corte em tributos como a Cide e o PIS/Cofins.

Política de preços
As variações vêm em meio a uma nova política de preços da Petrobras que prevê mudanças até diárias nas cotações, em um momento em que a companhia tem prometido praticar preços alinhados ao mercado internacional e ao mesmo tempo se esforça para evitar perda de participação no mercado doméstico de combustíveis.

Desde que alterou sua política de preços, em julho do ano passado, a estatal passou a promover reajustes quase diários dos combustíveis. A companhia refuta que seja responsável pela alta de preços ao consumidor e diz que o valor cobrado pela empresa corresponde a cerca de um terço dos preços praticados nas bombas.

Segundo a estatal, as revisões podem ou não refletir para o consumidor final — isso depende dos postos. Mas os donos de postos também apoiam a reivindicação dos caminhoneiros, pois dizem estar perdendo margens com os aumentos de preços.

O que o consumidor paga
O aumento nas refinarias não é diretamente proporcional ao reajuste nas bombas de combustíveis, embora tenha impacto. Os postos de gasolina repassam ao consumidor os custos de toda a cadeia do combustível. O preço final é composto basicamente por quatro itens: custo do produtor ou importador, custo do etanol anidro, tributos (ICMS, PIS/Pasep e Cofins e Cide) e margens de distribuição e revenda.

A cadeia começa com o preço pelo qual a gasolina chega aos distribuidores vinda das refinarias, sejam elas da Petrobras ou privadas. Além da gasolina pura comprada, as distribuidoras também compram de usinas produtoras o etanol anidro, que é misturado à gasolina que será vendida ao consumidor.

As distribuidoras, então, vendem a gasolina aos postos, que estabelecem o preço por litro que será cobrado do consumidor.

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