“Pessoas têm que morrer com hora marcada”, critica Adair

Postado por Ari Schneider  /   Maio 03, 2018  /   Postado em Geral  /   Nenhum comentário

Vereador aponta falhas na comunicação com empresa contratada para fornecer serviços funerários a pessoas de baixa renda

A Prefeitura de Portão precisa ter um serviço eficaz, 24 horas por dia, inclusive aos finais de semana, para prestar assistência aos cidadãos que perdem algum familiar por morte. Foi o que defendeu Adair Rocha (MDB) ao ocupar a Tribuna do Legislativo na sessão da última segunda, dia 30. Segundo ele, têm havido falhas de comunicação entre o governo municipal e a empresa contratada via processo licitatório para fornecer serviços funerários a pessoas de baixa renda.

A denúncia do vereador teve origem no último final de semana, quando ele foi procurado por uma família que passou por esse problema e necessitava de ajuda. Adair relata ter feito sete telefonemas para a servidora municipal que estaria responsável por encaminhar a liberação da ajuda. Sem sucesso, o legislador teve de contatar o próprio prefeito, Renato das Chagas (PDT).

“Se é assim, as pessoas terão que morrer com hora marcada. O grande problema é que não há um plantão, não há uma pessoa que atenda no final de semana. A pessoa que me deram número não me atendeu depois de certo momento e, além disso, mora em outro município. A Câmara de Vereadores precisa ser informada [sobre como o processo funciona]. Poderia haver uma tabela com todo esse sistema. Sem informação, as pessoas recorrem ao vereador, porque é alguém da sua confiança, mas muita coisa não conseguimos fazer”, lamenta.

Contraponto
Diante da reclamação de Adair, o presidente do Legislativo, Kiko Hoff (PDT), comentou que agora a Prefeitura não paga mais um auxílio, mas toda a despesa do funeral, desde que cumpridos todos os requisitos legais. Também garantiu que existe servidor municipal incumbido de dar os encaminhamentos 24 horas, mas concordou com Adair de que a Prefeitura de Portão falha muito no quesito comunicação: “Digo isso em frente ao prefeito”.

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