Prefeitura de Campo Bom reforça ações de combate à dengue

Postado por Ari Schneider  /   março 12, 2018  /   Postado em Geral  /   Nenhum comentário

Combate aos focos do mosquito inclui visitas domiciliares monitoramento de pontos estratégicos  

 

Foto: É importante estar atento a locais com água limpa e parada

A Prefeitura de Campo Bom está montando estratégias para reforçar as ações de combate ao mosquito transmissor da dengue, Chikungunya, Zika e Febre Amarela. Para isso, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) realiza um trabalho contínuo de combate aos focos do mosquito, que inclui visitas domiciliares, monitoramento quinzenal de pontos considerados estratégicos – como empresas de materiais recicláveis, ferros velhos, depósitos e borracharias –, entre outras atividades educativas e de fiscalização. 

Mesmo assim, a situação é preocupante. Em 2017, foram coletadas mais de 600 amostras, sendo identificadas quase 400 com Aedes Aegypti, sendo que ele está presente em todos os bairros da cidade. “Isso não significa que os mosquitos estejam portando estas doenças, mas, como são vetores, assim que um desses casos ocorrerem na cidade podem espalhar estas doenças”, define a titular da SMS, Suzana Ambros Pereira. 

Segundo Suzana, a equipe de Vigilância Ambiental já está mobilizada e atenta a situação. “Uma das nossas atividades externas é a de realizar visitas diárias em residências, comércios e terrenos baldios abertos. Quando constatado foco de água parada com presença de larvas de mosquito, é realizada coleta e análise em laboratório (dentro da SMS). Se for confirmado a espécie do inseto como Aedes aegypti realizarmos nova visitação, o mais breve possível, afim de averiguar se houve adequação da situação de acumulo de água no pátio. A reincidência, pela segunda vez, de coleta de larvas, resultará na terceira visita pela Vigilância Sanitária e caberá multa”, alerta a secretária. 

A Vigilância Sanitária poderá aplicar as punições conforme a Lei 1.606/94 do Código de Defesa do Município, podendo chegar a valores de 29,49 URM (Unidade Referencia Municipal), em torno de R$ 100. 

Evitando casos importados 

Segundo Suzana, o receio é que a cidade comece a apresentar casos importados, ou seja, de pessoas que vem de locais onde ocorrem epidemias destas doenças e acabam se contaminando. “Só entre os meses de janeiro e fevereiro deste ano foram registrados 130 focos do mosquito da dengue”, alerta Suzana. 

Em 2017 a cidade teve 4 casos notificados suspeitos de dengue, 3 de Zika e 2 de Chikungunya, sendo que todos deram negativo. Até agora, em 2018, foi notificado apenas um caso suspeito de dengue na cidade.

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