Farsul pede apoio ao setor arrozeiro em abertura da colheita

Postado por Ari Schneider  /   março 05, 2018  /   Postado em @destaque-foto  /   Nenhum comentário

Federação aproveitou a presença de autoridades e cobrou soluções para os problemas da lavoura de arroz 

A Federação da Agricultura do Estado (Farsul) aproveitou a presença de autoridades na 28ª Abertura da Colheita do Arroz, ocorrida na sexta-feira (23), em Cachoeirinha, para cobrar soluções para os verdadeiros gargalos da lavoura do arroz: a elevada carga tributária e a concorrência desleal com países do Mercosul. “Não podemos mais enfrentar essa situação apenas com remédios genéricos e paliativos”, afirmou o presidente da Comissão do Arroz da Farsul, Francisco Schardong, durante a solenidade. 

Foto: Abertura da Colheita do Arroz ocorreu no município de Cachoeirinha

O pedido acontece depois da realização dos primeiros leilões do produto pela Companhia Nacional do Abastecimento (Conab), que ofertou apoio em 300 mil toneladas de arroz e vendeu 170,6 mil toneladas, somando Rio Grande do Sul e Santa Catarina. A medida, que atendeu ao pleito da Farsul e da Federarroz, reduz a pressão da oferta no mercado interno e deve melhorar as cotações do cereal, hoje abaixo do preço mínimo (R$ 36 o saco de 50 quilos). Porém, é considerada apenas uma ação emergencial frente a um setor que enfrenta recorrentes crises. 

Ao lado do presidente do Sistema Farsul, Gedeão Pereira, do vice-governador José Paulo Cairoli e representantes, Schardong fez um discurso intenso em que cobrou “vontade política” para fazer mudanças estruturais no setor. Pediu ao governador José Ivo Sartori, por exemplo, que abra mão de alguns tributos, principalmente na venda do arroz em casca para outros estados (ICMS), porque o que o Estado deixa de arrecadar com isso e é menos prejudicial do que um futuro sem arrozeiro para plantar. E não deixou de cobrar atenção do secretário de Política Agrícola do Mapa, Neri Geller, aos problemas, dizendo que era importante sua presença no evento para que levasse “o retrato real da lavoura de arroz” a Brasília, pois os interlocutores pareciam não transmitir a gravidade da maneira como deveriam. 

Ao final, convocou uma salva de palmas ao produtor de arroz gaúcho, sugestão prontamente recebida pelos agricultores atentos em frente ao palco. “Debaixo dos maiores problemas, ele cumpriu com o seu papel e botou mais de 70% do arroz na mesa do brasileiro”, destacou. O Estado alcançou, na safra passada, a maior produtividade de sua história com o grão: 7.914 quilos por hectare, conforme o Instituto Rio-Grandense do Arroz (Irga). A produção chegou a 8,7 milhões de toneladas.

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