Secretário de Obras apresenta trabalho de tapa-buracos

Postado por Ari Schneider  /   fevereiro 19, 2018  /   Postado em Geral  /   Nenhum comentário

Faisal Karam explicou que o sistema viário de Novo Hamburgo é um problema antigo 

Atendendo a requerimento do vereador Enfermeiro Vilmar (PDT), o secretário de Obras Públicas, Serviços Urbanos e Viários, Faisal Karam, compareceu à sessão desta quarta-feira, 14 de fevereiro, a fim de esclarecer sobre os problemas na pavimentação das diferentes ruas do Município e as medidas adotadas a fim de corrigí-los. 

Segundo o Secretário, a ausência de um responsável técnico para as operações tapa-buracos impedia uma estratégia mais eficaz, o que teria sido corrigido pela atual gestão. Karam também apontou outras situações que prejudicam a manutenção do trabalho realizado. “Muitas vezes a Prefeitura termina a pavimentação de determinada rua e a Comusa precisa abrir a via para consertar algum vazamento posterior. O sistema viário de Novo Hamburgo vem há muito tempo comprometido. Entre 2013 e 2016, por exemplo, o Município investiu mais de R$ 14 milhões em pavimentação. Em 2017, foram quase R$ 7 milhões investidos, e temos um contrato atual no valor de R$ 2.498.742,84”, descreveu. 

O vereador Enio Brizola (PT) questionou quanto à realização das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), com recursos conquistados junto ao Governo Federal. O parlamentar também salientou a escassez de profissionais atuando nas Subsecretarias de Obras. “Farei um pedido de informações ao setor de Recursos Humanos da Prefeitura, porque tenho constatado a falta de pessoal”, afirmou. O vereador Cristiano Coller (Rede), que até janeiro ocupava o cargo de subsecretário de Obras da Região Sul, atestou que os órgãos sofrem com a ausência de profissionais, mas lembrou que o trabalho de presidiários, que cumprem pena socioeducativa, muitas vezes supre essa deficiência. 

“Estamos em contato com o Governo do Estado para aumentar o número de apenados que atuam junto às subsecretarias. Quanto às obras do PAC, sofremos com a demora na sua execução, fazendo com que os valores acordados para o repasse ficassem defasados, o que nos obrigou a cortar algumas vias por não haver saldo para tanto”, afirmou KaramVladi Lourenço (PP) perguntou sobre o que está sendo feito com os resíduos de asfalto. “O material será reaproveitado em ruas de chão batido e travessas assim que tivermos disponíveis equipamentos para moer esses restos”, respondeu o secretário. 

Professor Issur Koch (PP) destacou que, como morador da cidade, está insatisfeito com a atual situação do sistema viário hamburguense. Ele rebateu, junto a outros parlamentares, crítica feita pelo secretário de que uma parcela do problema deixado pelas gestões anteriores se devia à ausência de fiscalização por parte do Legislativo. Issur ressaltou que, enquanto vereador de segundo mandato, nunca se eximiu de suas responsabilidades e sempre foi muito crítico quanto ao trabalho mal feito na recomposição asfáltica de vias do Município. Por fim, o vereador questionou os critérios adotados para ordenar os buracos a serem tapados. “Nossa prioridade são as vias arteriais da cidade, as maiores ruas e avenidas do Município. A partir disso, as equipes começam a tapar os buracos das transversais, que ligam essas vias de maior fluxo”, externou Karam. 

Os parlamentares levantaram também questões pontuais em diferentes bairros, cobrando demandas levantadas desde o ano passado. Raul Cassel (PMDB) elogiou a explanação do secretário a respeito dos problemas de infraestrutura das vias hamburguenses, mas cobrou uma posição resolutiva do Executivo. “Essa explicação teórica está perfeita, mas não contempla os moradores de Novo Hamburgo. Nunca vi as ruas da nossa cidade tão esburacadas. Temos mais de 400 pedidos de providências já protocolados este ano, antes da terceira sessão, dos quais a maioria se refere a recomposição asfáltica. Precisamos de informações mais concretas para resolver a situação precária das nossas ruas”, requisitou. Karam estima que, no ritmo atual, os atuais buracos devem estar tapados em cerca de quatro meses. “Contamos agora com duas equipes fazendo 5 mil metros quadrados por mês de asfalto”, relatou.

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