Proprietária de clínica é presa por fraude na aplicação de vacinas

Postado por Ari Schneider  /   fevereiro 19, 2018  /   Postado em Geral  /   Nenhum comentário

Clínica de Novo Hamburgo foi interditada após denúncia  

  
A proprietária de uma clínica particular de vacinação foi presa por crimes contra as relações de consumo e saúde pública, segundo a Polícia Civil. A prisão é preventiva e ocorreu na quarta-feira (14). A clínica foi interditada.  

Segundo o diretor do Departamento Estadual de Investigações Criminais, delegado Rodrigo Bozzetto, a mulher, de 37 anos, aplicava falsas doses de vacina, principalmente em bebês.  

A Polícia Civil começou a investigar a clínica a partir de uma denúncia anônima. Além de vacinar bebês contra a meningite, por exemplo, a proprietária – que é farmacêutica em formação – também oferecia doses para a febre amarela, que ela nem tinha em estoque.  

Conforme informações da denúncia, a mulher, inclusive, utilizaria a mesma agulha em pessoas diferentes, entre elas crianças e adolescentes. Geralmente isso era feito com as vacinas da febre amarela e também da meningite. O secretário estadual de Saúde, João Gabbardo dos Reis, acompanha a investigação. Ele confirmou que as aplicações de vacina eram simuladas.  

A clínica foi interditada porque oferecia vacinas, como a da febre amarela, apenas fingindo fazer a aplicação das doses. A polícia encontrou mais irregularidades no local. A clínica fica em um centro comercial na Avenida Dr. Maurício Cardoso, no Bairro Hamburgo Velho. O local tem a regularização da Vigilância Sanitária Municipal, no entanto, a polícia recebeu uma denúncia de que a proprietária fazia apenas a simulação e não estaria aplicando o conteúdo dos medicamentos. 

Além da prisão da proprietária, Luciana Sandrini, de 37 anos, a polícia também fez buscas e apreensões, sendo encontradas diversas outras irregularidades no local, dentre elas diversos frascos com restos de vacinas vencidas, seringas usadas e caixas de medicamentos com o lacre violado. Além disso, dentre as vacinas foram encontradas algumas das quais a proprietária não possui nota fiscal, ou seja, é impossível determinar a procedência dos produtos.  

O flagrante da polícia aconteceu através da vacina da febre amarela que, inclusive, ela não possui em estoque. Isto leva os policiais a acreditarem que ela praticava as simulações com outras vacinas. A mulher foi encaminhada ao presídio Madre Pelletierem Porto Alegre. As portas da Clínica estão lacradas e os medicamentos foram recolhidos. O objetivo da Vigilância Sanitária, agora, é encontrar as pessoas que tenham sido vacinadas e podem não estar imunizadas. As autoridades orientam que as pessoas prejudicadas busquem a Delegacia do consumidor, em Porto Alegre.

Postar um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*

5 × 5 =

%d blogueiros gostam disto: