Grupo Conviver promove baile da terceira idade em Estância Velha.

Postado por Ari Schneider  /   setembro 08, 2017  /   Postado em Geral  /   Nenhum comentário

Vovôs e vovós da cidade tem oportunidade de se divertir, dançar e viajar pela região

Todas as quartas-feiras, a partir das 13h30, um baile direcionado para a terceira idade ocorre no Pavilhão de Atividades Múltiplas Balduíno Weber (PAM), localizado no Centro de Estância Velha. Trata-se do Grupo Conviver, que reúne pessoas a partir de 60 anos de idade para danças, conversas, abraços e muita diversão. Os sócios da entidade pagam uma mensalidade de 10 reais, enquanto os não-sócios que quiserem participar desembolsam 8 reais para o ingresso nas festividades.

A secretária executiva da Secretaria de Desenvolvimento Social, Vanessa de Carli, foi quem planejou os bailes. Voluntária, a ex-professora explica que sempre gostou de ações sociais. “Já fui professora, já trabalhei em outros ramos da saúde, e quando recebi convite da prefeita pra vir trabalhar, eu aceitei. Ela me colocou na secretaria porque conhece a minha pessoa e viu que eu tinha tino pra isso”, ressalta.

Vanessa começou no Projeto Social Girassol, na antiga Escola Municipal Presidente Kennedy, trabalhando com crianças. Em maio, foi convidada de maneira efetiva para auxiliar na coordenação do Grupo Conviver. “Eu vinha nas quartas-feiras ajudar aqui e, como o trabalho começou a evoluir, me pediram pra ficar”, complementa.

Segundo a auxiliar, o grupo faz saídas para outras cidades. A ação recebe o nome de “pagar visita”, pois, quando outro grupo vem, posteriormente o Conviver se desloca para retribuir. “Nós vamos lá ou eles vem aqui, para depois pagarmos”, esclarece. “São 180 sócios assíduos, que vem todas as semanas. Alguns outros vêm apenas uma vez por mês, por conta de trabalhos com a família, cuidados com netos, ou moram longe”, explica Vanessa de Carli.

Casal de coordenadores

Evivaldo Calgaroto, 70 anos, apelidado de Padre, participa como coordenador das programações. Convidado pela prefeita, ele agradece a cooperação dos associados. “Graças a Deus o pessoal tá contribuindo. A gente aprende muito com os idosos. Eu acho que o mais gratificante fica pra gente, quando sente que eles estão satisfeito, e a gente se emociona”, relata. “Nós estamos tentando abraçar eles de todo jeito, com amor, carinho e respeito”, complementa o Padre que não é padre. Na verdade, Evivaldo é reconhecido por sua semelhança com um sacerdote da região.

Eva Teresinha Calgaroto, de 67 anos, conhecida como Nena, é mulher do Padre e também participante do grupo. “Eu era uma pessoa muito quieta, não tinha amigos, não sabia sorrir. O Grupo Conviver me ensinou a sorrir, a abraçar. É muito bonito. É o grupo da amizade. A gente se diverte muito”, ressalta Nena.

Nas manhãs, os vovôs e as vovós aprendem dança alemã, gaúcha, além de ginástica nas terças e quintas-feiras. Durante as tardes, ocorre o baile. “Eu sempre falo na minha palestra, antes da oração que sempre fizemos, para aquelas amigos que a gente tem em casa, que não fazem caminhada, que não fazem nada, sejam convidados a vir nos nossos grupos, é um exercício pra vida. Não ficarem em casa pensando bobagem”, salienta Evivaldo. “É uma terapia”, conclui Eva, ao lado do marido.

Os bailes são embalados aos sons de bandinha e músicas gauchescas. Ao todo, 60% são vovós e, de cada 10 casais, oito foram formados dentro do próprio grupo. “É algo que não tem preço, é algo recompensativo. Quando eles chegam, veem sorrisos, alegria, a gente abraça. Temos brincadeira, ‘pedágio do abraço ou do beijo’. Durante a tarde nós dançamos juntos. É muito gostoso, eles se sentem muito bem com a gente”, afirma Vanessa de Carli.

Convite da secretária

A secretária de Desenvolvimento Social, Vanessa Eltz, conta que o programa tem, ao todo, 350 pessoas inscritas. As saídas para outras cidades ocorrem duas vezes por mês. Entre as localidades visitadas, estão Araricá, Montenegro, Portão e Arroio dos Ratos. “Estão todos concidados e são todos bem vindos. É um grupo animado, sempre de portas abertas. É importante que as pessoas saiam de casa, que tenham oportunidade de estar evoluindo”, convida.

A titular da pasta executiva também reforça o pedido pela presença daqueles idosos mais tímidos ou que não sabem dançar. “Pode vir uma semana sim, outra não. Até se adequar. Se tiver vergonha, temos muitas pessoas que não dançam e vem aqui para conversar mesmo, vão se tornando amigos, ensinando um ao outro”, complementa. Quem quiser participar pode entrar em contato pelo número (51) 3551.1132 e procurar pelos coordenadores.

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