Governo anterior deixou mais de R$ 30 milhões em dívidas, afirma Betinho

Postado por Ari Schneider  /   agosto 18, 2017  /   Postado em @destaque-foto, @destaque-texto, Geral  /   Nenhum comentário

Revelação foi feita durante entrevista no programa “A Hora da Verdade”, na Rádio Aurora

Na manhã desta terça feira, 15, esteve presente nos estúdios da Rádio Aurora FM 87.9, o secretário da Fazenda de Novo Hamburgo, Betinho dos Reis. Durante a entrevista no programa “A Hora da Verdade”, o representante da administração municipal respondeu perguntas relacionadas a finanças e projetos para o município, além de comentar a relação entre Executivo e Legislativo.

 

 

Gilberto dos Reis, que estreou no serviço público em 16 de março de 1983, está completando neste ano 34 anos de trabalho. Durante os governos de Atalíbio Foscarini, foi secretário Especial de Gabinete e, na segunda gestão, secretário de Planejamento – mesmo cargo ocupado durante a administração de Paulo Ritzel. “Para muita gente, parece uma coisa que denigre a minha imagem. Mas eu uso isso como algo muito positivo. Me orgulho de ter sido secretário de todos os prefeitos com os quais eu trabalhei”, afirmou Betinho, ao citar a lista de administrações em que já participou.

Conforme a entrevista, na maioria das vezes, Betinho esteve lidando com as finanças públicas do Município. Porém, em outros períodos, já atuou na Assembleia Legislativa e como Oficial de Justiça. “Essas experiências me dão, realmente, uma bagagem muito boa para exercer o cargo de secretário da Fazenda com muita maturidade”, enfatiza.

Dívidas

Questionado acerca das dívidas do M

 

unicípio, ele responde que teve poucas informações durante o governo de transição e que a maioria dos dados só foram conhecidos por meio do Portal da Transparência. “Foram poucas as informações que tivemos. Após a eleição, eu dizia para a prefeita que nós teríamos muitas dificuldades em tocar o governo pelo número das dívidas. Eu estimava o tempo de um ano e meio para organizar a casa e mostrar o nosso governo”, conta.

Betinho afirma que a administração já pagou R$ 33 milhões em contas do governo anterior. “Esse dinheiro já está fazendo falta para pagar as contas deste ano. Soma-se a isso um orçamento superestimado, onde subestimaram muito as despesas. Colocaram bem abaixo daquilo que deveria ser”, revela. O secretário diz que a expectativa é realizar melhorias na qualidade de vida ham

 

burguense, mas os resultados são lentos. “Hoje ainda, quando a gente levanta o tapete da prefeitura, sai algo podre ali debaixo”, enfatizou.

De acordo com o secretário, um dos primeiros atos da prefeita Fátima Daudt foi pedir uma auditoria nas contas. “Essa auditoria ainda não está finalizada. Faltam alguns pequenos detalhes. Mas podemos adiantar, por exemplo, despesas que foram deixadas sem empenho, que estamos utilizando do nosso orçamento para pagar, na ordem de R$ 13 milhões”, esclareceu Gilberto dos Reis.

O secretário contou ainda que, para ajustar o orçamento, o governo cancelou R$ 1,5 milhões em empenhos. No Instituto de Previdência e Assistência dos Servidores (Ipasem), foram cancelados empenhos na ordem de R$ 8 milhões. “Nós temos bloqueios judiciais, principalmente na área da saúde, que não foram empenhados no ano passado, na ordem de 13 milhões de reais também”, especifica o secretário. “Isso demonstra o descontrole que existia no governo anterior, em relação às contas públicas”, concluiu.

Solução para o problema

Betinho comentou que os não pagamentos ao Ipasem foram detectados durante o governo de transição e, junto com o projeto da reforma administrativa, foi encaminhado uma proposta de parcelamento da dívida. “Isso nos trouxe um pouco de fôlego para enfrentar o início do ano”, falou o secretário, relatando as medidas adotadas pela administração. “Nós conversamos com os funcionários, negociamos, conseguimos chegar a uma reposição satisfatória, com um incremento um pouco acima da inflação. Estamos mantendo em dia o pagamento dos funcionários, estamos mantendo em dia o pagamento dos fornecedores, graças a uma gestão muito forte e eficiente da prefeita Fátima Daudt”, destacou.

Precatórios

O Município tem um dispêndio co

 

m pagamento de precatórios na ordem de R$ 1,1 milhão por mês, informou o secretário. “Todos os meses esse dinheiro vai para o Tribunal de Justiça do Estado, que faz o pagamento. O Município tem o estoque de dívidas que pode ser parcelado até o ano de 2020”, expôs.

O secretário conta os motivos que fazem a administração pública de Novo Hamburgo ter esses precatórios. “Antigamente, o município ia na rua ou no terreno, ia abrindo, ia fazendo, e não havia discussão do valor. De um certo tempo pra cá, mudou a legislação, e o município, para tomar posse do imóvel, tem que fazer o depósito. Então, em ruas como Três de Outubro, Victor Hugo Kunz, Primeiro de Março, Pedro Adams Filho… nós ainda estamos pagando muita conta dessas obras que foram realizadas lá atrás e que não foi feito nenhum tipo de pagamento aos proprietários”, explica Betinho.

Aumento do IPTU

Durante a entrevista, Gilberto dos Reis reforçou o comunicado de que não haverá aumento de impostos. “Existem pessoas na nossa comunidade que gostam de fazer com que o circo pegue fogo. Eu fico com pena dessas pessoas, porque são moradores de nossa cidade. Nós todos deveríamos querer que Novo Hamburgo fosse uma cidade pujante, próspera, que desse certo”, aponta.

Hospital

Ao responder sobre o investimento em saúde, Betinho contou que a prefeitura aplica mensalmente R$ 11 milhões no Hospital Municip

 

al. Em relação à Fundação de Saúde (FSNH), o titular da Fazenda conta que os fornecedores estavam há 15 meses sem receber. “Em 5 meses nós conseguimos colocar em dia o pagamento dos principais fornecedores”, afirmou. “Nós estamos agora conseguindo fazer com que os postos de saúde tenham médicos, tenham remédios, tenham equipe técnica para atender”, salienta.

Mudança para Novo Hamburgo

A ordem do Executivo é não começar obras sem que haja dinheiro para conclusão, conta Gilberto dos Reis. “Nós temos que reconhecer que as dificuldades existem e que essas mudanças vão vindo de forma muito lenta, porque os recursos públicos não permitem que a gente avance mais”, justifica.

Quanto ao empréstimo recebido do Banco Internacional do Desenvolvimento (BID), o secretário informa que os recursos são enviados à medida que as obras foram realizadas. “Até agora, o BID teve, de concreto, o Parcão; e teve muitas, muitas e muitas consultorias, que foram muito, muito e muito dinheiro, que a população não sabe ao certo o retorno disso”, respondeu Betinho.

Executivo x Legislativo

O secretário abordou também a relação entre a Prefeitura e a presidente da Câmara de Vereadores, Patrícia Beck (PPS). “A vereadora Patrícia é a única que se elegeu pelo governo. Fátima Daudt fez uma coligação com partidos pequenos, e esse grupo só elegeu um vereador, que foi a Patrícia Beck. Esse vereador que representa o governo tem que ser 100% governo. Os problemas que tem com o governo, ele resolve lá na Prefeitura, não na Câmara de Vereadores”, opinou Gilberto dos Reis.

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