Vacina contra HPV será realizada em crianças e pré-adolescentes

Postado por Ari Schneider  /   julho 14, 2017  /   Postado em Geral, Saúde pública em foco  /   Nenhum comentário

Ministério da Saúde alega que imunização servirá para prevenir câncer

De acordo com dados do Ministério da Saúde, o Rio Grande do Sul tem 358 mil meninos de 11 a 15 anos incompletos, considerados aptos a terem relações sexuais, que devem ser vacinados contra o Papilomavírus Humano (HPV). A meta é imunizar ao menos 80% desse público.

Em Novo Hamburgo, a Prefeitura reconhece que não é tarefa fácil estimular crianças e pré-adolescentes a irem até uma unidade de saúde. O responsável pelo Setor de Imunizações do município, Edson Silva, ressalta a importância de persuadir os pais e incentivar a vacinação. “Sabemos que há uma resistência natural, mas se trata de uma vacina comprovadamente de alta eficácia”, destaca Edson.

O que é HVP?

O Papilomavírus Humano é um vírus encontrado na pele e nas mucosas humanas, tais como vulva, vagina, colo de útero e pênis. Portanto, é considerado uma Doença Sexualmente Transmissível (DST).

No Brasil, a vacina para os meninos entrou na lista do Sistema Único de Saúde (SUS) em janeiro deste ano. Até 2016 era feita somente em meninas. O tratamento precoce é alvo de críticas, por incitar a sexualidade infantil.

Nos últimos anos, a Organização Mundial da Saúde (OMS) passou sugerir que o medicamento seja administrado em escolas e vem diminuindo a idade mínima para vacinação. Alguns pais resistiram à medida, principalmente após registros de efeitos colaterais graves, como paralisia, dores de cabeça e autismo.

Alerta mundial contra os perigos da vacina

Segundo avaliação do Ministério da Saúde, as estatísticas e os estudos internacionais demonstram que a vacina contra o HPV ajuda a reduzir os casos de câncer em quem for imunizado. Porém, segundo pesquisas, apenas quatro tipos de HPV, dos mais de 100 tipos, estão associados ao câncer de colo do útero e nunca houve provas conclusivas de ligações entre a infecção e o desenvolvimento de câncer cervical.

Em 2010, um relatório do Conselho de Medicina da Irlanda (CMI) revelou que uma campanha de vacinação que usou Gardasil, uma droga criada para combater o Vírus do Papiloma Humano, resultou em 64 casos de “reações adversas”, incluindo reações cardíacas, alérgicas e convulsões. As doses foram administradas em pré-adolescentes irlandesas por meio de suas escolas.

No Japão, em 2013, as vacinas Gardasil e Cervarix estavam sendo ministradas a meninas com idades entre 11 e 14 anos, em Kitui. O governo aconselhou as autoridades que parassem de promover a vacinação até que mais estudos fossem concluídos. Instituições médicas japonesas agora são obrigadas por lei a informar às jovens ou aos seus pais que o governo não recomenda mais a medicação, devido às reações adversas associadas a ela.

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