Familiares e amigos protestam após transferência de paciente no Hospital Dom João Becker

Postado por Ari Schneider  /   junho 29, 2017  /   Postado em @destaque-foto, Geral, Saúde pública em foco  /   Nenhum comentário

O esposo de Daisy ,Alexandre Munhoz, organizou um ato de protesto em frente ao hospital nesta quarta-feira (28)

A paciente Daisy Kolling está internada no hospital Dom Joao Becker que se localiza na Avenida José Loureiro da Silva,1561 Centro de Gravataí. Daisy está internada desde o dia 18 de maio, quando sofreu um acidente grave, ela foi atropelada por um caminhão na área central da cidade. Ela se encontra no SUS na UTI, Após ser transferida de ala, familiares e amigos organizaram um ato de protesto em frente à casa de saúde do município.

Amigos e familiares de Daisy Kolling, Segundo eles, Daisy encontra-se debilitada, com pneumonia, com as ações motoras comprometidas e em procedimento de traqueostomia.

A indignação por parte dos familiares veio após o hospital retirar ela do quarto de neurologia – local de tratamento intensivo, e levá-la até uma sala de recuperação. Ainda segundo eles, se não bastasse isso, a coordenação do hospital pediu o remanejo dela para o setor da enfermaria.
Munido de uma advogada, o esposo da paciente, Alexandre Munhoz, solicitou ao hospital uma cópia dos prontuários médicos para saber o real motivo da transferência. Conforme ele, na ala de enfermaria, Daisy estará exposta a diversos tipos de doenças e riscos, já que seu quadro clínico é delicado.
“Após acionarmos nossa advogada, o hospital transferiu a Daisy para a enfermaria. Ela, que está sem a calota craniana, com pneumonia, vai ficar em um local com mais de 15 pessoas com outros tipos de doenças. Ali tem pacientes com hepatite, tuberculose, é um risco para ambos. Ela pode vir a óbito”, Contou ele.
Na noite desta quarta-feira (28), cerca de 30 pessoas fizeram um ato de protesto em frente ao Hospital Dom João Becker pelo caso de Daisy. Em um vídeo publicado em uma rede social, Alexandre expôs sua indignação e faz um apelo para que a paciente permaneça em uma ala de tratamento intensivo.

 

Nossa reportagem entrou em contato com o Hospital Dom João Becker para esclarecer o caso a resposta do hospital foi “Informamos que não vamos comentar o caso por questões de preservação da privacidade da paciente, mas o Hospital está agindo dentro de critérios estritamente técnicos conforme resolução do Conselho de Federal de Medicina. “

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