Representantes do Executivo falam sobre sindicância na Fundação de Saúde

Postado por Ari Schneider  /   junho 09, 2017  /   Postado em @destaque-foto  /   Nenhum comentário

Atendendo a convocação da Comissão de Saúde, por meio de ofício da Câmara Municipal de Novo Hamburgo, o vice-prefeito de Novo Hamburgo e secretário de Saúde, Antônio Fagan, e a diretora da Fundação de Saúde de Novo Hamburgo, Cláudia Schenkel, participaram da sessão ordinária desta segunda, 5, para prestar esclarecimentos acerca de duas mortes ocorridas no sistema de saúde pública municipal no mês de maio.
O assessor especial de Gabinete da prefeita Fátima Daudt, advogado José Cacio Bortolini, ocupou inicialmente a tribuna para falar sobre o assunto, destacando que foram criadas duas comissões de sindicância, para apurar a morte de um recém-nascido e de um cidadão, atendidos por unidades de saúde do município. “Estamos aqui hoje para dar uma satisfação à comunidade, mas não é possível, nesta fase da sindicância, dar maiores informações sobre os lamentáveis fatos ocorridos. É temerário manifestar-se neste momento sobre um assunto que depende ainda de uma conclusão”, alertou.
Um dos casos que estão sendo averiguados é o de um hamburguense que morreu a caminho de casa vítima de infarto, no dia 30 de maio. O homem foi atendido pela UBS Canudos com dores e tinha orientação de aguardar avaliação do médico, mas por algum motivo não aguardou o atendimento.
“Encontro-me entre o dever de agente público em esclarecer os fatos e da necessidade em esperar a sindicância para tomar as devidas providências e para poder falar melhor sobre o assunto. Entrei na faculdade de medicina em 1984, para amenizar a dor dos pacientes, e sinto-me constrangido por tudo o que aconteceu recentemente na saúde pública do nosso município. Precisamos reconhecer o que deveríamos ter feito e o que deveremos fazer, para que situações como essa não mais ocorram”, disse o vice-prefeito e secretário da Saúde de Novo Hamburgo, Antonio Fagan, em sua manifestação.
A diretora da Fundação de Saúde Pública, Cláudia Schenkel, seguiu na mesma linha dos colegas que antecederam sua fala. “Não podemos falar sobre os fatos, pois é necessário esperar o término da sindicância”
Outro caso que está passando por sindicância é de uma possível demora na realização de um parto, no Hospital Municipal, que pode ter causado complicações e provocado a morte de uma criança. A avó do menino, Madalena Odi, ocupou a tribuna para relatar que, no dia 25 de maio, seu neto morreu e nada do que foi ou vai ser dito vai trazê-lo de volta. “Eu peço a todos que representam o poder público para que sejam tomadas providências para que nunca mais isso aconteça. Algo poderia ter sido feito, mas não foi”, desabafa.
O vereador Enio Brizola (PT) cobrou uma posição dos convocados. “Não dá para se omitir em uma situação como essa. A falta de respostas nos desagrada, mas não vou me calar. Quero que seja feita justiça. Acompanharemos com todo cuidado que merece a situação, mas apuraremos todos os fatos e buscaremos responsabilizar os responsáveis”, afirmou.
O prazo das sindicâncias é de 30 dias. Após esse período, os representantes do Executivo comprometeram-se em trazer à Câmara os resultados apurados para uma discussão mais ampla com os vereadores, com as devidas respostas.

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