Dilkin está tranquilo quanto à denúncia de compra de votos

Postado por Ari Schneider  /   novembro 27, 2014  /   Postado em @destaque-foto, Geral  /   Nenhum comentário

“Não conheço nenhuma dessas pessoas que me acusaram de compra de votos e queremos esclarecer tudo. Não temos receio de qualquer investigação.” A frase foi repetida várias vezes pelo prefeito Waldir Dilkin (PSDB), no final da tarde de terça-feira (25), quando recebeu a Imprensa em seu Gabinete na Prefeitura de Estância Velha. Um dia antes, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RS) decidiu receber denúncia do Ministério Público Eleitoral (MPE) de Ação Penal por suposta compra de votos contra ele e contra a vice-prefeita Ivete Grade (PMDB). Outras duas acusações foram rejeitadas pelo TRE-RS. Agora, o Tribunal deverá analisar a denúncia e decidir se dá continuidade ao processo penal ou se deve arquivá-lo.
Dilkin e seu advogado, César Baumgratz, responderam todos os questionamentos da Imprensa. César se disse muito tranquilo, pois “duas denúncias foram rejeitadas e foi com muita facilidade que conseguimos fazer a defesa das mesmas. A outra foi aceita porque estava bem montada, mas é a palavra da denunciante, que também é ré no processo, contra a palavra do prefeito. Agora o MP terá que provar a acusação, que é um tanto vaga”, explicou o advogado.
O indiciamento se deu pela suposta promessa de uma casa popular e pela doação de R$ 200,00 a Michele de Paula da Silva, em troca de votos na eleição de 2012. Michele também é ré no processo, pois vender o voto também é considerado crime.
Embora afirme que as denúncias não atrapalharam o andamento de sua administração, Waldir Dilkin admite que houve uma trama de opositores para prejudica-lo. “Armaram uma armadilha em cada esquina. Não dou um passo para trás por isso; posso morrer agora, mas não vou ter nada a explicar”, reafirmou. O prefeito insistiu em afirmar que não conhece Michele, que o acusa de compra de votos. “Mesmo com essas acusações, calçamos ruas, construímos escolas, melhoramos a saúde e aumentamos a arrecadação do município em mais de R$ 50 milhões. E vamos lutar para melhorar cada vez mais”, assegurou o prefeito.
Relembrando
A Polícia Federal, em novembro de 2013, iniciou a Operação EV1 para investigar a suspeita de compra de votos para a reeleição do prefeito Dilkin. A troca seria por 147 casas nos loteamentos populares Lago Azul, Veneza e Industrial. A PF ouviu 50 pessoas, entre ex-secretários da administração de Estância Velha e beneficiados com as residências em oito meses de investigações. Waldir Dilkin, Ivete Grade e outras duas pessoas, em julho deste ano, foram indiciadas pela PF por suspeita de corrupção eleitoral.
Sem cassação
O advogado César Baumgratz garante que esse tipo de processo não tem como acabar em cassação de mandato, como corre boato em Estância Velha. “Trata-se de uma ação penal e nesse caso os direitos eleitorais não podem ser cassados”, afirma Baumgratz. Em caso de condenação, o que o advogado não acredita que possa acontecer, há grande chance de a pena ser revertida em serviços comunitários ou multa.

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