Epidemia de drogas na pauta da Câmara de Portão

Postado por Ari Schneider  /   novembro 06, 2014  /   Postado em @destaque-texto, Geral  /   Nenhum comentário

O Poder Legislativo de Portão precisa unir esforços com a Administração Municipal, a Câmara da Indústria, Comércio e Serviços (CICS), a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), as fazendas terapêuticas e as igrejas, para enfrentar a epidemia da dependência química. Foi o que salientou o vereador Roberto Eismann (PT), o Leitão, durante sessão da Câmara, na segunda-feira (3). Segundo o vereador, a questão veio à tona no último final de semana, quando um jovem do bairro Estação Portão foi assassinado a facadas em um ponto de tráfico de drogas. “O caso demonstra um problema corriqueiro, porque a maioria dos usuários até se submete a tratamentos, mas não há um programa de assistência depois que eles recebem alta. Deveríamos ter um sistema público de acompanhamento psicológico e também um projeto para reinserção da pessoa no mercado de trabalho”, observou. Outra medida a ser tomada, de acordo com o petista, é o Dia Municipal de Combate às Drogas ser considerado dia letivo e envolver toda a comunidade escolar, principalmente os pais. “Não podemos perder mais nenhum minuto. Outros municípios estão anos-luz à nossa frente. Aqui temos poucas ações, sempre isoladas, mas precisamos nos unir”, defendeu.
Jorge Rodrigues Flores (PSB) aproveitou a deixa para ponderar que já está em andamento projeto para restaurar móveis abandonados nas ruas com mão de obra de dependentes químicos internados em fazendas terapêuticas. “As aulas teóricas já estão terminando e ajudarão os jovens a formar uma profissão, porque não adianta sair do tratamento sem um emprego. Já compramos quatro máquinas. Vamos ajudar a cidade inteira porque assim se reduzirá o número de entulhos e, consequentemente, o meio ambiente”, argumentou o socialista.
A vereadora Jussara Lemmertz (PMDB) lembrou que o consumo de drogas é um problema de ordem mundial e que seu combate não se limita à ação do poder público, mas sim envolver toda a sociedade. Além disso, ela reivindica que o combate às drogas seja disciplina do Ensino Fundamental em todo o País. “A droga, lícita ou não, não faz adoecer apenas o usuário, mas toda a sua família.” A parlamentar também afirmou que a rede pública precisa oferecer um número maior de vagas para internação, pois a oferta atual não dá conta da demanda.
Silvio Eurico da Silva (PMDB) concordou com a colega, porque as 10 vagas compradas pelo governo municipal na rede privada estão sempre lotadas. “É necessário, sim, oferecer tratamento e, depois, um trabalho, uma profissão. Se uma dependência como o cigarro já é difícil superar, imagina a de uma droga mais forte”, comparou.

Fonte: Assessoria de Imprensa da Câmara de Portão

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