Cresce a renda dos cooperados na coleta seletiva

Postado por Ari Schneider  /   novembro 06, 2014  /   Postado em @destaque-foto, Geral  /   Nenhum comentário

A renda dos cooperados da coleta seletiva resíduos, em São Leopoldo, teve um crescimento de 18% em setembro em comparação ao mesmo mês de 2013. Em julho, o aumento foi de 35% e agosto, 11%. A variação da renda foi de R$ 500,00 para R$ 780,00, entre julho de 2013 e setembro de 2014. Já a quantidade de material reciclado teve crescimento de 34%, demonstrando o aumento de 161 (set-2013) para 215 (set- 2014) toneladas. Em julho a variação foi de 21%, e agosto, 11%. No mês de setembro, o material comercializado passou de R$ 50.000,00 (2013) para R$ 68.000,00 (2014). Em julho foi R$ 42.000,00 (2013) para R$ 55.000,00 (2014) e agosto de R$ 52.000,00 (2013) para R$ 57.000,00 (2014). Estes dados foram apresentados ao prefeito Anibal Moacir pelo titular da Secretaria de Serviços Públicos de São Leopoldo (Sesp), Charles Pierre, e a equipe da Diretoria de Limpeza Pública, em reunião que contou também com a presença de representantes das sete cooperativas responsáveis pela operação do serviço no município.
Para o presidente da Cooperativa Uniciclar, Pedro Cezar Dutra, o retorno com o aumento de material gerou mais recursos e renda para a cooperativa e cooperados. “Ficávamos dois ou três dias sem trabalhar, pois não tínhamos resíduos na unidade”, frisou. A Uniciclar, por exemplo, fez investimento de mais de R$ 15.000,00 na infraestrutura da sede de triagem, após a implementação do contrato. Como integrante do Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis, Dutra avaliou que São Leopoldo serve como exemplo. “Percorremos o Estado e usamos o exemplo de São Leopoldo sempre debatendo e mostrando o contrato para que outros municípios possam segui-lo”, disse. Algumas das cooperativas também puderam aumentar o número de cooperados, como a Santo Antônio que passou de 12 para 14 e a Uniciclar de 12 para 19.
O presidente da cooperativa Loteamento Santo Antônio, Antonio Carlos da Silva, ressaltou que a renda dos cooperados passou de cerca de R$ 600,00 para aproximadamente R$ 820,00. A Cooperfeitoria, segundo o presidente, Josué Carvalho, investiu na qualificação dos cooperados. A presidente da Nova Conquista, Juliana da Silva, relatou que os serviços de manutenção agora são feitos por técnicos. Para ela, a separação correta dos resíduos ainda precisa ser melhorada. Para o vice-presidente da cooperativa Mãos Dadas, Alessandro Flores, a situação melhorou porque os catadores não tinham recursos.
O prefeito afirmou que a coleta seletiva, com a operação dos catadores, é uma ideia revolucionária e que mudou a vida dos trabalhadores e do município. “Conseguimos esta mudança apenas destinando o recurso, que antes ia para uma empresa e agora vai para as cooperativas”, ressaltou ao destacar a importância de ter se formado uma equipe de trabalho entre as cooperativas e a Sesp.
O titular da Sesp, Charles Pierre, enfatizou que foi necessário muito trabalho para acontecer o contrato. “Estamos felizes diante destes resultados. Quando as partes querem a gente faz acontecer. Prefeitura, Legislativo e catadores uniram-se para efetivar esta realidade”, declarou.

Foto: Nilson Winter
Fonte: Imprensa PMSL

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